Marcel Stürmer um gaúcho buscando o bi no Pan

junho 26, 2007

 A medalha de ouro na patinação artística dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro pode sair do único salto quádruplo do mundo na modalidade. Isso é o que nos conta Marcel Stürmer, o jovem patinador gaúcho, de Lajeado, Rio Grande do Sul, que pela segunda vez consecutiva representará o Brasil em Jogos Pan-Americanos.

Na primeira oportunidade, em Santo Domingo 2003, com apenas 18 anos de idade, Marcel surpreendeu e mostrou o talento que descobriu quando tinha ainda seis anos, ao subir no lugar mais alto do pódio com a bandeira brasileira.
Hoje, com 15 anos de carreira, ele destaca esse título como o mais importante pelo fato de, na época, não ter sido apontado como um possível campeão em competições internacionais.

A descoberta para o esporte aconteceu na primeira vez em que assistiu a um espetáculo com os pais que, apesar do incentivo, achavam que aquilo seria uma vontade temporária. As primeiras aulas de patinação, com patins emprestados, foram com Jaqueline Nonnenmacher, a técnica que acompanha o atleta até hoje.

- A Jaque foi quem calçou e amarrou meus patins no primeiro dia, pois eu não sabia como fazer – lembra Marcel que aos nove anos conquistou o primeiro título brasileiro.

Aos 16 anos, durante uma competição, o patinador recebeu um convite de uma técnica norte-americana para treinar nos Estados Unidos com a promessa de se tornar campeão Pan-Americano. A promessa foi cumprida após 2 anos de treinamentos duros na cidade de San Antonio. Seis meses mais tarde, apesar de ter toda estrutura para treinar e estudar, a falta de patrocínio e a saudade da família fizeram com que o atleta voltasse para o Brasil.

Atualmente Marcel está em Santos, litoral paulista, para uma fase de treinamentos intensivos até o início do Pan. São necessárias sete horas de treinamentos diários, de segunda a sábado, para conseguir executar com perfeição a coreografia de Max Coelho dos Santos ao som de bossa-nova e samba.

 É uma coreografia bastante difícil, mas estou confiante que vou realizar uma boa apresentação. Devo fazer uns oito saltos triplos. Vou arriscar tudo, vou com todas as armas para o Pan – avisa.
A complexidade da coreografia de Max reserva uma surpresa para os espectadores: um salto quádruplo que Stürmer acredita ser o diferencial no caso de uma prova sem erros.

- Acredito que este movimento irá impressionar os juízes. É um salto dificílimo e sou o único patinador do mundo na atualidade que faz esse salto – revela.

Porém, o atleta enfatiza que a arma mais poderosa é o conjunto e não um movimento isolado.

- Só o quádruplo sem todos os outros triplos não adiantaria, assim como todos os triplos sem uma boa coreografia também não – explica o atleta que admite já ter caído bastante nos treinos por causa do salto quádruplo.

Vivendo o melhor momento da carreira, Marcel espera mostrar toda dedicação que teve nos últimos quatro anos, na apresentação que fará no Rio.

- É um momento muito feliz, esperei quatro anos por isso. Sempre quando bate uma ansiedade ou medo, tento lembrar o quanto esperei e treinei, e de tudo que abri mão para estar no Pan – diz o patinador que adora chocolate, uma das coisas que teve que abrir mão.

– Tudo é difícil de abrir mão, mas nada é tão difícil que não compensa. Eu gosto tanto do que faço, quero tanto estar no lá (no Pan), que fiz com prazer – afirma.
A venda de ingressos para assistir à Patinação Artística no Pan varia de R$ 10 a 20. A partir do dia 1º de julho, as entradas podem ser adquiridas nas bilheterias dos ginásios e estádios.O local das provas será no Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, com capacidade para 5 mil pessoas, entre os dias 21 e 22 de julho. O complexo fica a 45 minutos da Vila Pan-Americana.

A modalidade da patinação artística disputada nos Jogos Pan-Americanos é a livre. Nela, cada atleta faz duas apresentações, uma de dois minutos e 15 segundos e outra de quatro minutos. A pontuação final será definida pela somatória das notas destas duas provas.
Os movimentos básicos do programa individual consistem em saltos, giros e trabalho de pés, que devem ser realizados de acordo com a música. Na apresentação mais curta, o patinador é obrigado a executar certos elementos pré-determinados.

Classe universitária vai torcer pelo atleta

junho 26, 2007

Os acadêmicos da Unisinos, radicados no Vale do Taquari, afirmam que vão torcer pelo atleta Marcel Stürmer. Consideram que é uma projeção da região em relação ao Estado e Brasil ter um patinador de destaque internacional. Eis alguns depoimentos:

Alexandre Concri, acadêmico de Administração, natural de Encantado: 

A postura do atleta é uma demostração de permamente respeito ao esporte como realização pessoal e profissional.

Emilio Rotter, acadêmico de Jornalismo, natural de Lajeado:

A dedicação do Marcel o levou  a este estágio de credibilidade e respeito. Vou torcer porque  será a melhor forma de retribuir a projeção que ele vai dar a nossa cidade e região.

Juremir Verpetti, acadêmico de Educação Física, natural de Muçum:

Estarei na frente da tv acompanhando as provas de patinação. É a melhor forma de mostrar a alegria de vermos um representante da nossa região entre os melhores do mundo. É uma forma de estarmos lá também. 

Eliani Schneider, acadêmica de Administração, natural de Estrela:

Acompanho a distância as atividades da patinação na região. Sei do trabalho que ele desenvolve pelos jornais. Temos de torcer por ele. Nosso país precisa de referências.  

Desfiles estimulam a fixação das marcas

junho 2, 2007

Luz, câmera, ação! Os desfiles de modas com grandes produções integrando música, teatro, beleza, alegria e gente famosa não é mais um privilégio dos grandes centros.
A cidade de Lajeado, no Vale do Taquari, a cem quilômetros da Capital, mostrou fôlego ao levar o ator Bruno Gagliasso, intérprete do personagem Ivan, da novela Paraíso Tropical, para desfilar na passarela

O jornal diário O Informativo do Vale, o principal veículo de mídia impressa numa região de 40 municípios, através da Revista Lazer, reuniu no evento um público superior a mil pessoas. Predominantemente feminina, a platéia das mais diversas idades, aplaudiu a moda outono-inverno, masculina, feminina e infantil com 40 modelos.

Mais de 20 empresas associaram-se ao evento realizado no Clube Tiro e Caça. Os lojistas de segmentos como roupas, calçados, jóias, acessórios, móveis, bebidas, chocolate, perfume, moda íntima apostaram na iniciativa.

Os lojistas Maurel e Marcelo Lenz, da Joalheria e Casa Lenz, participam do evento, pois observam ser uma alavanca de vendas e uma ferramenta de fixação das marcas junto ao público consumidor.

  O lojista de moda jovem, Rômulo Vier, tímido diante das câmeras, afirma que a presença na passarela é para fixar as marcas que comercializa.

 

A coordenadora geral do desfile, Neiva Schneider, diretora do jornal sintetiza a idéia do evento como uma soma de propostas que agrada a todas as partes envolvidas.
A presença do ator Bruno Gagliasso, em quatro desfiles na passarela, ganhou aplausos e gritos, além de tirar muitas fãs das cadeiras, que foram até à beira da passarela para vê-lo e fotografá-lo.

Os desfiles de moda a cada ano se transformam em novas estratégias de vendas em produtos do vestuário, se extendem para a moda e se ampliam para temas paralelos que buscam  seduzir o universo feminino, principal consumidor deste grande mercado.

 As produções nos acessos, entornos e no ambiente das passarelas transformam uma promoção da indústria do vestuário em evento cultural. Teatro, circo, takes de vídeo, declamação de poesia, cenas de cinema é um componente cada vez mais integrado à passarela.

O Desfile da Revista Lazer apostou  como tema o Mundo do Cinema.  Cada  loja usou um tema, um título de filme, uma atriz ou ator, para simbolizar a sua proposta e identificá-la para a platéia acelerando o apelo comercial objetivando despertar o desejo de compra. 

     

Revista Lazer é o ponto de encontro do mundo feminino

junho 1, 2007

A Revista Lazer é um suplemento encartado nas edições de sábado do Jornal O Informativo do Vale. Sua proposta é integrar o público feminino de uma região de 40 municípios no Vale do Taquari e parte do Rio Pardo. Busca oferecer temas da atualidade que despertem a atenção de um público leitor nas classes A e B, que tenham um perfil de exigência a proposta de uma melhor qualidade de vida. As pautas enfocam, moda, alimentação, medicina, estética, alimentação, sociedade, viagens, arquitetura, livros e cinema

Os Titãs, McLuhan e as páginas pessoais

abril 28, 2007

Você é o meio. Você na mensagem
O banda Titãs, lançou em 1991 o LP ‘Tudo ao mesmo tempo agora’ a frase caía como uma luva como uma forma de retratar um novo período que iniciava e que agora é uma realidade.
Blogs, podcast, flogs e volgs é a síntese da frase titânica deste nosso tempo.
Os blogs passarão a ser os diários pessoais dos usuários da internet. De forma íntima ou meramente comercial as pessoas expõem ali as suas idéias e opiniões em texto. Já os podcast são os blogs no formato áudio. Músicas, depoimentos, discursos, conversas e entrevista são as ferramentas do usuário. O som é a essência.
Os flogs são as fotos mostrando o perfil dos usuários. Sejam íntimas, preferenciais ou comerciais as fotos identificam os gostos e rejeições dos usuários.
Os vlogs apresentam os usuários através de vídeos. O texto passa a ser a imagem em movimento. Os vídeos, amadores ou profissionais, pessoais ou institucionais, são as identidades de seus usuários. A mensagem é a imagem que substituiu o texto.
A soma destas novas tecnologias interagem a frase dos músicos dos Titãs com a tese ‘O Meio é a Mensagem’, do educador canadense Marshall McLuhan. Ele sintetizou a história do homem em três dívisões: oral/acústica, tipográfica/visual e a cultura eletrônica. E os três períodos antes separados, agora com a rede mundial de computadores estão integrados transformando o homem/usuário na mensagem.
Na concepção do canadense o meio é o elemento determinante, pois ele detém o próprio conhecimento.

Cibercultura – Pierre levy

março 21, 2007

Cibercultura é uma expressão criada por Pierre Levy para sintetizar o mundo digital centralizando múltiplos usos.

Um exemplo é que a palavra ou texto deixa de ser apenas um agrupamento de letras e passa a adotar um conjunto de fontes de informações como desenhos, vídeos, gráficos, músicas, vídeos reforçando a idéia ou o conjunto delas iniciada.

Filmes como Inteligência Artificial ou Matrix são as películas com a marca da cibercultura. No mundo musical Billy Idol é um dos ícones e o ritmo tecno invade as pistas, rádios e tímpanos.
O filósofo Pierre Lévy no livro Cibercultura apresenta três princípios fundamentais para o programa da Cibercultura: a interconexão, as comunidades virtuais e a inteligência coletiva.

Lévy afirma que para a cibercultura a conexão é sempre preferível ao isolamento, é um bem em si. Para além de uma física da comunicação, a interconexão constitui a humanidade em um contínuo sem fronteiras. O segundo princípio prolonga o primeiro já que o desenvolvimento das comunidades virtuais se apóia na interconexão. Uma comunidade virtual baseia-se em afinidades de interesses, de conhecimentos, em um processo de cooperação ou de troca, independente de proximidades geográficas. Segundo Lévy o terceiro princípio, da inteligência coletiva, seria sua perspectiva espiritual, sua finalidade última. Concordamos com o autor pois não há comunidade virtual sem interconexão, não há inteligência coletiva em larga escala sem virtualização ou desterritorialização das comunidades no ciberespaço e a interconexão condiciona-as que são uma inteligência coletiva em potencial.

O filósofo Pierre Lévy (Cibercultura, 1999, p: 127) afirma no livro Cibercultura que são três os princípios fundamentais para o programa da Cibercultura: a interconexão, as comunidades virtuais e a inteligência coletiva. Lévy afirma que a para a cibercultura a conexão é sempre preferível ao isolamento, é um bem em si. Para além de uma física da comunicação, a interconexão constitui a humanidade em um contínuo sem fronteiras. O segundo princípio prolonga o primeiro já que o desenvolvimento das comunidades virtuais se apóia na interconexão. Uma comunidade virtual baseia-se em afinidades de interesses, de conhecimentos, em um processo de cooperação ou de troca, independente de proximidades geográficas. Segundo Lévy o terceiro princípio, da inteligência coletiva, seria sua perspectiva espiritual, sua finalidade última.
Concordamos com o autor pois não há comunidade virtual sem interconexão, não há inteligencia coletiva em larga escala sem virtualização ou desterritorialização das comunidades no ciberespaço e a interconexão condiciona-as que são uma inteligência coletiva em potencial.

Hello world!

março 7, 2007

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